quarta-feira, 23 de novembro de 2011

In My Place

Eia, mais de ano sem escrever por aqui e até minha clássica retrospectiva de 2010 ficou pra trás... Sempre fiz desde 2005 e dessa vez eu simplesmente "esqueci"...
Cara, como odeio fim de ano, certamente já devo ter dito isso em algum post quando essa época chegava, mas a verdade é que poucas coisas boas acontecem nessa época e é quando as piores tendem a acontecer...
Fora as deprê que me dão, é impressionante como eu fico pra baixo nessa época, às vezes aparentemente sem motivo, e ninguém realmente entende, na verdade nem mesmo eu entendo o por que de eu me sentir triste, chateado, desanimado e insatisfeito na época de fim de ano.
Conversando com uma colega, vi que ela também tinha a depre de fim de ano, mas por motivos diferentes... Aliás, bem melhores que os meus, diga-se de passagem... Mas, foda-se, não é dela que venho falar.
A real é que eu odeio fim de ano e fico pra baixo sem motivo nenhum, é normal. Ainda se entendessem...
Mas tem acontecido tanta coisa e minhas paranóias só aumentam... Eu queria estar em paz, este ano experimentei coisas tão boas, me aconteceram coisas tão boas que eu deveria estar de boa...
Sei que isso passa em seguida, mas é sempre muito chato passar por essa situação.
Eu gostaria de entender tudo o que se passa comigo, mas estamos todos, longe de uma compreensão. Só não gosto do rumo que algumas coisas estão ganhando e vejo que algumas mudanças parecem tão naturais que são estranhas...
Mas tem tanta coisa realmente estranha... Eu nem sei mais o que pensar. Mas queria tantas outras de volta...
É frustrante ver que mais um ano se passou e eu não fiz nada ainda. Pelo menos boa parte das coisas que planejei, cerca de 90% ainda ficaram pra trás...
Fora as outras merdas todas, tomara que melhore logo, o desanimo pelas coisas ruins está ultrapassando a felicidade das coisas boas...

sábado, 14 de agosto de 2010

And So Hard to Believe

Acabaram-se as férias, hora de voltar ao trabalho, aquela aura de bom humor que tem me cercado há um bom tempo, tem feito o seu bom trabalho sem falhar, assim como algum outro estado que tenha se fixado em mim nos últimos tempos… Esse vazio, às vezes eu fico pensando se é bom ou mal sentir como se não sentisse, e nada realmente se torna uma necessidade, tudo fica bem, em paz. Há quem diga (dadas experiências dos últimos 2 meses) que isso de alguma forma pode prejudicar, não sei se concordo, tudo parece tão tranquilo visto de cima. Há alguns dias atrás, lendo uma s outras coisas por aí, fiquei pensando bastante sobre o que essas pessoas queriam dizer, normalmente isso nos faz pensar em nossos erros, principalmente quando essas coisas que lemos nos envolvem diretamente. Bem, a quantidade de erros completamente superior a quantidade de acerto dos últimos 16 meses, me mostra que tudo o que me trouxe até aqui, foi uma sucessão de ações precipitadas e impulsivas, erros idiotas e coisas que poderiam ter sido evitadas, como as coisas estariam agora se eu não tivesse começado com a primeira desistência?
Difícil prever, mas sei bem onde nesse caminho eu me perdi, pelo menos tudo serve como experiência, e não só pra mim. Algumas mentiras, planos mal traçados e medos idiotas fizeram tudo acontecer como aconteceu, e embora eu mais uma vez minta e diga que não me arrependo, hah, não engano nem a mim mesmo com essa, mas eu tento. O segredo é sempre não pensar muito. Quando conversava recentemente com um colega sobre depressão, ele perguntou: “Como uma pessoa fica assim, chega a conclusão de que a vida não tem mais sentido?”. Bem, isso é coisa de quem pensa, onde parar para pensar na vida de uma forma mais fria e realista, vai perceber que a vida realmente não tem sentido nenhum, por isso o bom é não pensar em nada disso e simplesmente levar toda essa vida adiante, há muito o que se fazer até que a hora solene chegue.
De qualquer forma, queria poder realmente deixar todas as coisas claras, simplesmente não há como, queria algumas coisas de volta, queria retornar no fluxo do tempo, como todo mundo queria poder também. Ok, isso não é possível, nem mesmo consertar toda essa porcaria que aconteceu possa ser feito. Vazio, isso ajuda, sentir nada é bom. Casos anteriores ao que tornou as coisas assim me fazem pensar no que vinha fazendo de errado, daquela vez foi diferente e acabou diferente, estranho.
Me deixei parecer a vítima, deixei que o jogo parecesse inverso, não para tornar tudo mais aceitável pra mim, mas pra tornar tudo aceitável para a outra parte, onde ela pensasse que era a vilã, que estava no controle e tomando a decisão isso mascararia todo o circo que eu tinha formado, faria essa mentira toda parecer mais real, bem, eu não pude rir, senão cinicamente enquanto fingia chorar com toda a situação, eu sei que enganei bem, isso já foi bem demonstrado nas ultimas conversas em nas coisas que li, ponto pra mim, mas foi difícil não rir agora, quando tudo que achava estar fazendo se virou contra você, enquanto eu de longe só observava, enquanto agora a vítima, mais uma vez era você, dessa vez ciente da sua condição, ainda querendo lembrar daquele momento em que achou que tinha ganhado, quando achou que a vítima teria sido eu, só pude rir, infelizmente.
Antes disso, aqueles medos, a verdade não é muito implícita, duas pessoas sabem dela, e uma delas não é a maior interessada, acho que talvez o que eu não quisesse fazer, não quisesse que as coisas tomassem tal rumo, fizeram com que eu desistisse pela segunda vez, nessa eu fui o vilão e demonstrei isso, e pra tornar tudo isso mais real envolvi outra parte, essa que mais tarde também se tornara minha vítima, agora, perdido em tantas mentiras, coloco as coisas no lugar, aqui. Talvez nunca seja capaz de explicar o que realmente aconteceu, mas aconteceu. Claro, nos últimos tempos tenho tentado pensar numa maneira de pelo menos uma das partes saberem o que realmente aconteceu, saberem que eu sofri com isso, embora dissesse o contrário, dissesse que isso também me trouxe aqui onde estou, e que eu, de alguma maneira sinto falta de tudo aquilo e queria de volta, e dessa vez faria diferente, não, da outra vez teria feito diferente, se tivesse percebido como informar o que não queria.
Agora, sem saber bem o que dizer, talvez nem dizer, não sei nem ao menos se vou ter outra oportunidade de ver, embora eu queira e tenha sonhado com isso ultimamente, que triste. Enquanto nada muda, vou seguindo assim, vazio, com algumas manchas de saudades, com alguns presságios de mudança, e aproveitando esses mesmos presságios e as próximas experiências imediatas pra continuar fugindo desse monstro que me feriu mortalmente há anos atrás.
Pode vir, vou continuar a correr.

domingo, 13 de junho de 2010

Who, who are you?

Quem nunca se deparou com a pergunta "Quem é você?". Desde que estamos nesse mundo, sempre tem alguém perguntando quem somos, seja num perfil de alguma rede de relacionamentos, seja em alguma conversa... Mas tem vezes que nós mesmos somos quem fazemos essa pergunta... Quem é você?
Essa pra mim sempre fora a pergunta mais difícil de ser respondida, na verdade, eu acho que nunca soube como responder a mesma. Nunca tivera pensado nisso, ou não quisera, não sei ao certo, o que eu sei que sempre acabo sem saber o que dizer sobre mim, é realmente uma pergunta bem complicada de ser respondida, o lado bom, é que sei que muita gente, assim como eu também não sabe responder à essa pergunta. A construção da identidade é algo bem mais complexo, que acontece gradativamente dentro de nós mesmos... é um reflexo da nossa criação, combinada com nossos valores pessoais, ambições, metas e também influenciada pelo meio onde vivemos. O importante é: Saber de onde veio, o que se tornou, por que se tornou, onde quer chegar, como vai chegar e o que pretende realmente ser.
Parece simples, e de fato, é simples, se for pensado dessa maneira, seguindo esses passos... Ok now.
Ainda tenho a árdua missão de concluir minha identidade... E, descobrir outras. Quem é você?

sábado, 22 de maio de 2010

Live and Let Die

Não há quem não imagine pelo menos uma vez qual a melhor forma para morrer, quando se começa a pensar nessa possibilidade como uma coisa mais real, e nem me refiro ao suicídio, mas sim ao fim involuntário da existência… Já ouvi alguns relatos sobre quase morte e como essas pessoas se sentiram por quase morrer por algo que realmente gostassem, nunca fora tão real quanto a minha, que abriu um novo leque nas experiências que já vivi.
Em uma tarde de terça-feira, quem diria, nem ao menos o dia fora bem escolhido. um portão, uma pessoa, palavras sem nexo proferidas rápidas demais para que pudessem ser compreendidas por esta mente preguiçosa e cansada… Mas parecia suspeita demais para qualquer outra coisa, mas quem disse que eu ia me preocupar com suspeitas?
Normalmente não sou assim, acredito na razão das coisas, naquela crença de que nada acontece por acaso e que aquilo mais uma vez não era um acontecimento vão, mas daquela vez em que eu mais precisei ter essa crença, não a tive…
Eram três coisas muito suspeitas, a bebida, o doce e o salgado, todos aparentemente muito perigosos quando só mesmo o bolo parecia ser, então, inocente olhei para aqueles inocentes salgados, cumplicidade… Não fora o único a provar deles… Cinco cúmplices. Este era o número.
Brincadeiras, zoação… Nunca se dá muita importância para as coisas, até que elas se tornem reais… Então uma saída, cerca de 20 minutos depois, um lance de escadas, uma surpresa: ao terminar de subir, parecia ter corrido uma maratona. Ofegava, cansado de subir apenas alguns degrais, objetivo concluído, a descida, quando ao descer o primeiro lance de escadas a visão, que já é embaçada pela falta de clareza que as coisas acontecem em minha mente, de repente começa a pender para o breu… Essa não! A escuridão! E o ar que me faltava antes, agora mais ausente em meus pulmões, a ponto de acelerar os batimentos cardíacos e me fazer balançar e eu tentando respirar, mas o ar não passava pela garganta, parecia fechada, como se algo me estrangulasse ao mesmo tempo em que havia pego meu coração na mão e o apertava. Uma dor terrível, mas a calma ainda permanecia pela ideia da liberdade, tomei algum fôlego e desci o que restava de escadas, chegando ao corredor, procurei por água ao mesmo tempo em que imaginava se iria vomitar, avistei o bebedouro mas parecia longe demais para as minhas fracas pernas alcançarem, elas não tinham mais força, estavam debilitadas e pedindo por descanso, esse que eu não poderia dar, pois queria muito beber água… Bebedouro desligado e sem água, e o pensamento: “Hm, é agora então.” surgiu em minha mente, engraçado, mas ainda estava calmo enquanto achava mais forças pra ir no banheiro, onde consegui beber água, depois me sentando em um banco esperando tal veneno fazer o efeito e me levar de tudo aquilo, realmente parecia a hora, pois o coração, acelerado pedia por mais respiração, que também ficava cada vez mais irregular… Até que foi acalmando e parando aos poucos, como um concerto que chegava ao fim com cada vez menos volumes dos instrumentos… Até que cessou… Então pude perceber o quanto foi forte ter sido envenenado…

Psicologicamente, e como o nosso psicológico é realmente forte. Toda essa experiência de quase morte pareceu tão real pra mim quanto tentei exprimir acima, pois a mesma pessoa que deixou os suspeitos bolo, salgado e refrigerante disse que no dia seguinte buscaria 5 caixas grandes. E 5 pessoas comeram, logo, 5 caixões.
E o fato de ficar pensando e brincando com isso que abriu essa porta.
Agora, é hora de aprender a usar toda essa força do psicológico sobre o corpo, em benefício próprio.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Happy Fucking New Year Pt. 2

Oh, hai.
Mais um fim de ano chegou, mais um dia 31 e com ele mais promessas não cumpridas, assuntos inacabados, novas promessas, novos propósitos, planos e realizações. Algumas vitórias, boas vitórias, algumas derrotas, amargas derrotas, tiros no pé e coisas do tipo, aquelas que eu já estou de fato, acostumado, não tenho muito o que reclamar nesse primeiro momento, nem mesmo que essas coisas tenham sido ruins, aprendi esse ano que tudo agrega uma experiência nova e que por pior que seja essa experiência, nos ensina a ter cuidado com as próximas ações, e também, meu momento atual não me dá razão pra reclamar, qualquer coisa, tanto faz.
Bem, vamos a alguns fatos relevantes que a minha memória consegue se lembrar, esse ano foi marcado pelo meu Alzheimer, também.

-Janeiro

Janeiro, 1.
Primeiro dia do ano, na casa do Daniel, depois de ter feito uma carne assada e tal, carne essa que fez o Daniel passar mal e ir parar no hospital dia 2, enquanto eu estava bem em casa.Essas coisas difícilmente me fazem mal.

Janeiro, 4.
Primeiro domingo do ano, e na redenção! Foi um ótimo domingo, diga-se de passagem, quase acontece algo que não deveria ter acontecido, mas, felizmente, não aconteceu. E foi, também, o primeiro domingo em que o Fael foi pra redenção.

Janeiro, 7.
Primeira baixa da minha turma, 70% do efetivo saiu, as coisas ficaram tensas, é emocionante ver aquelas pessoas em que se conviveu por 10 meses, algumas que se tornaram amigas, quem sabe para toda a vida, sairem assim, sabendo que isso seria que nem ter me formado no ensino médio, alguns daqueles amigos eu talvez nunca mais visse...

Janeiro, 8.
Início da fase da escala apertada, algo terrível mas que nos dá tempo pra pensar e ter certeza do que queremos nessa escolha que fizemos.

Janeiro, 26.
O dia em que recebi a notícia, ainda que por baixo dos panos, pelos meus informantes, de que meu esforço teria dado frutos e que eu tinha sido vitorioso no que me propus a atingir.

Janeiro foi, em parte um mês tranquilo, tirando a escala apertada, eu tinha o apoio de uma pessoa que era bastante importante nessa fase, não sei se sem ela eu teria passado bem por essa fase, ela foi meu chão psicológico.

-Fevereiro


Fevereiro, 18.
Segunda baixa da minha turma, sairam os remanescentes que não atingiram o mesmo objetivo que eu, embora seja triste, também, eu estava feliz por ter ficado, iniciou aqui, uma nova fase da minha vida.

Fevereiro, 28.

Festa, boa música e pessoas bêbadas!

Fevereiro, mais escala apertada, foi um mês normal, nos padrões dos meus meses... Foi average.

-Março

Março,  2.
Incorporação da nova turma, sem mais.

Março, 18.
Um dia ruim, quando aquele mesmo chão que me apoiou, deixou-me para trás, dizendo que era algo difícil demais para se lidar, achei então que aí começariam as turbulências de um ano que estava, até então, relativamente bom.

Março, 19.
Fim da fase da escala apertada, início da liberdade.

Março, o único fato ruim, foi, realmente só ter perdido as forças daquela pessoa...

-Abril

Abril, 12.
MEU ANIVERSÁRIO!!1 Aeae. E como minha mãe disse, era aquele em que eu estava ficando meio-quarentão, porre épico, depois de tentar de todas as maneiras não tirar serviço nesse dia, fui comemorar na redenção meu 20º aniversário, com muita gente desconhecida, muita bebida, foi uma das melhores comemorações e foi também a primeira vez que passei mal por causa da bebida.

Abril nunca tem nada, senão meu aniversário, que desta vez foi ótimo!

-Maio

Maio, 7.

Conheci pessoalmente uma pessoa que se tornou importante, especial pra mim. Eu achava que esse tipo de coisa não acontecia mais, aconteceu e apartir daí as coisas começaram a ficar boas nesse ano.

Maio, s/d.

Depois de uma bebedeira, nada como falar algumas coisas que incomodam um pouco, foi ok, melhor do que eu esperava.

Maio, 8.

Uma boa saída com bons amigos, festa, som e movimento, tudo muito legal e claro, o velho risco na volta.

Maio, 15.

Fomos à casa do Anderson em Montenegro, foi legal, bastante bebida, cara alegre e coisa e tal.

Maio, 21.

Início de namoro. Interessante a forma como começou, mas começou e isso se tornou tudo o que eu tinha por um bom tempo.

Maio, 23.

Dia estranho, quando conheci os pais dela, bem estranha a maneira como me trataram, tendo em vista a diferença de idade e tudo mais, naquele momento eu já havia pensado que este, seria um namoro tenso.

Maio foi marcado por esses acontecimentos, todos bons, pelo menos isso, tornando maio o melhor mês desse ano.

-Junho

Junho, 15.

Início do CFC, uma fase de qualificação, embora meio contrariado, estava tranquilo e teoricamente preparado, não muito fisicamente, mas estava, depois de muitos percalços, consegui resolver as pendengas pra dar início a esse curso.

Junho, 23.

Minha primeira desistência do ano, desisti do CFC, saí, triste, mas com a falsa impressão de ter feito o certo e não pretendia me arrepender da escolha que eu tivera feito.

Junho, começa uma fase sinistra mas que parece não ter tanto efeito.

-Julho.


Julho, 10.


Encontro com uma amiga muito legal, que eu só conhecia pela internet, completamente diferente de todas as pessoas que já conheci, é realmente um amor de pessoa, me convidou para uma festa, inclusive, não é má pessoa. Depois de encontrarmos no centro, passei pela casa dela... Bem, conversei com a mãe dela, joguei videogame com os irmãos dela e brinquei com o cachorro, ou seja, sou da família!
Na festa, de longe o lugar mais estranho que eu já fui, com tios de motos Harley clássicas, capacetes com chifres, óculos e barba grande, realmente bizarro, mas legal!

Julho foi bom só por conhecer essa pessoa.

-Agosto

Agosto, 17.

Dia em que aconteceu uma tragédia em minha vidinha... E que eu não esperava, que eu não queria e que eu sempre tentei evitar há alguns anos atrás.

Agosto, 29.

Me tornei de vez, algo que eu nunca queria ser, que eu sempre abominei, sempre odiei, sempre detestei, mas vi o quanto fui fraco, fazendo igual a esses que eu não gostava.

Agosto, 31

Segunda desistência, primeiro tiro no pé do ano.Terminei com uma pessoa que me amava e que eu também amava, simplesmente pra não envolvê-la em algo maior e acabar magoando desse jeito, antes que eu magoasse de outra maneira irreversível.

Agosto não teve eventos relevantes à minha vidinha, mas não foi um mês de todo o mal... Felizmente.

-Setembro

Setembro, 6.

Segundo tiro no pé, na real, o foda-se mode ligado me fez isso. Eu achei que estava fazendo algo bom, mais tarde descobri que não era não.

Setembro foi marcado por este acontecimento, apenas, que, na época foi ótimo.

-Outubro

Outubro, 10.

Aniversário do Diego numa pizzaria, gente nova, coisas legais, até que eu curti, não foi tão ruim assim, depois fomos pra casa de um desconhecido e coisa e tal.

Outubro, 11.

Dizem que pra tudo tem uma primeira vez, e essa foi a minha vez de ser assaltado pela primeira vez, maldito crime organizado, me roubaram meu celular e perdi meu mp3 em um assalto ridículo.

Outubro, 28.

Quando descobri de vez que palavras não valem nada e sentimentos não passam de ilusão, quando são levados dessa maneira, fim do tiro no pé, início de uma fase estranha até, essas coisas acontecem, pelo menos não perdurou a parte ruim da história.

Outubro, 31.

Dia confuso, onde coisas que não deveriam ter sido ditas foram, trouxeram um bom e breve momento, e quando mais uma vez fui enganado por palavras que diziam que as coisas seriam diferentes desta vez.

Outubro foi um mês, ruim, normalmente a época em que começam as reviravoltas que me remetem a um péssimo fim de ano.

-Novembro.

Mês parado, sem realmente nada de bom.

-Dezembro.

Dezembro, 3.

Festa estranha com gente esquisita, num meio completamente diferente do que eu gosto de estar ou que eu esteja habituado, mas realmente me diverti muito nesse dia.

Dezembro, 12.

Falsa Zombie Walk, mas tudo bem, passei o dia com uma amiga muito legal e bebendo, pra variar. Mas foi legal.

Dezembro, 19.

Ultimo dia de aula do meu curso, foi legal, minha professora de inglês é muito legal comigo, pelo menos.
Verdadeira Zombie Walk, mas eu não fui, pra ir nuns 15 anos de uma pessoa que nunca tinha visto na vida, início da minha fase penetra. Nessa noite aconteceu até caridade, só não sei denotar de que lado foi, sei que teve.

Dezembro, 21.

Formatura do Daniel, algo legal, ver um amigo meu se formar e chegar mais próximo da maioridade também.

Dezembro,  26.

Formatura de alguém desconhecido que fui convidado pelo Daniel, de novo, minha segunda aventura como penetra de classe. Foi legal, mas achei que seria melhor.

Dezembro, 30.

Festa, dessa vez com boa música, bar livre, pessoas legais, pessoas bêbadas dormindo que eu deixei de canto como fiz em fevereiro e passei pra buscar depois.

Dezembro, 31.

Depois de muitas discussões em tentar decidir onde eu passaria, resolvi ficar em casa mesmo, passar mais um ano novo assim, mas está legal, pelo menos nesse não haverá briga, mas ainda terei que tirar serviço no dia 1º.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Change it, srsly pt. I

Fim de semana pra lá de normal...
Sexta vim até que cedo pra casa, normalmente me prolongo por mais tempo fazendo nada e demoro pra chegar, mas até que resolvi vir cedo, eu tinha coisas pra fazer, mas a preguiça não deixou, mesmo. Sábado era dia de curso, normal, mas dessa vez, pra quebrar a rotina, estava na hora de eu ir pra aula, já que eu sempre falto mais do que compareço... A professora parece ir com a minha cara, porque eu sou participativo nas aulas dela, isso é bom, gosto de causar boas impressões, sempre.
Ela ia me contar sobre um corte que ela deu em um aluno na aula anterior, me chamou pra fora da sala, certo que aquelas crianças maldosas levaram pro outro lado aquela atitude, afinal, sou o mais velho e centrado daquela turma de pessoas de 13~16 anos sem nenhuma ocupação. Tudo bem, não ligo muito pra isso, só quero terminar logo, sem dor, haha.
Lembrava vagamente de ter combinado com o Daniel que iria numa festa de 15 anos de uma colega dele em uma das noites em que ele esteve aqui em casa pra jogar Left For Dead até às 2 ou 3 da manhã... Mas não tinha dado certeza, já que eu nem fazia ideia de quem era a aniversariante... Então, ele nem comentou nada sexta, achei que ele tivesse mudado de ideia quanto à isso, eu só iria me 'lembrar' se ele me ligasse pra avisar, então como nada de ligações dele sábado, saí do curso e fui dar alguns bordejos pelo centro, na verdade, ver se tinha conhecidos na Zombie Walk.
Então quando a ZW partiu, resolvi voltar pra casa, depois de o Diego não querer fazer nada, eram 18:45 quando subi no ônibus e tal... Não é que o Daniel me liga dizendo que em 10 minutos sairiamos?
Consideração mil, disse pra ele que eu precisava de uns 40 min ainda, ele disse que resolveria alguns trâmites e me ligaria, não ligou, achei que não ia dar mais pra eu ir, aí do nada ele me liga dizendo pra ir encontrar ele.
Então eu fui, não tinha muitas opções... Fiquei abismado em como essa juventude está adiantada nas coisas... No tempo em que eu tinha 14, 15 anos, não se falava tanto de sexo assim com meus colegas, tá certo que já nem era tão fechado, mas ainda era um assunto que só os amigos mais íntimos conversavam... Essa juventude tá perdida, srsly, vi naquela festa de tudo, fora que me apresentei pra aniversariante enquanto dançava a valsa com ela, fui muito cara-de-pau, really.

"Por que tão sério?"

Acho que hoje, domingo, não foi um dia muito produtivo, eu tinha o que fazer, mas todo mundo me deixou na mão, e sair como no domingo passado, sozinho sem lenço nem documento não era uma opção de novo, fiquei na minha casa, matei alguns zumbis e assisti Twilight. Coloquei alguns pingos nos "i's" com um certo alguém, li algumas coisas que esclareceram bastante, e a noite só me resta esperar pela segunda-feira.

"Eu vou á beira do meu considerável plano
Eu me desculpo às pessoas que eu machuquei no caminho"

Bem, mais uma vez, pelo menos conversei com uma pessoa que tem sido bem legal comigo, haha. Acho que talvez minha atual condição perante esse fim de ano me faça esperar que as pessoas apareçam pra conversar com elas... Mas bem, esta tem sido mais esperada que o comum, mas deve ser algo normal, não vejo sinais de mudanças em mim quanto a tudo isso, então está tudo bem...

Mas ainda acho que talvez possa ser parte do meu segredo.

"Como vai você?"

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Is a light that I see?

Que momento...
Fim do ano chegando, normalmente é sempre assim, tenso. Mas em 20 anos, está na hora de eu começar a me acostumar com isso... É nessa época que começamos a pensar de novo, naquela velha 'wish list' que fizemos no final do ano passado, aquelas promessas, aquelas metas que estabelecemos para cumprir no ano que estava por vir... Embora eu nunca goste de projetar coisas a muito longo prazo, não conheço ser humano algum que não faça uma listinha das coisas que quer pro ano novo.
Não posso mentir, embora não devesse, eu também sempre faço... Admito que esse ano foi um dos melhores, mesmo com tanto contratempo e coisinhas ruins que serão descritas mais tarde na retrospectiva, teve algumas coisas boas e algumas realizações... Nem tudo foi perdido, meus anos costumam ser bem piores.

"Eu sou passageiro do tempo e resisto a tempos difíceis."



Ultimamente tenho pensado muito sobre mudar de ares, de ambientes e buscar outros tipos de pessoas... Porque mesmo que sejam quase da mesma atmosfera do que eu, algumas tendem a viver de um modo diferente, e é nisso que tenho me interessado: Conhecer pessoas novas, diferentes do que estou acostumado. De fato, conheci algumas... Já conheço algumas, mas é inegável que a maior parte das pessoas que eu conheço são uns pseudo-junkies que passam bebendo de quinta à domingo, poucos tem emprego ou fazem algo útil pela vida... Queria conhecer pessoas que tivessem alguns gostos parecidos com os meus, tenham alguns interesses e hobbies em comum. Acho que esse é aquele momento em que eu quero amigos, talvez por que ultimamente, tenho me sentido meio carente. De amor, afeto, não sinto tanta necessidade quanto de carinho. Acho, inclusive que tanto faz quanto à isso agora. Bem, ainda não desisti de viver um bom romance... Mas ainda estou no meu cool down, então conhecer pessoas novas está de bom tamanho, o que acontece depois é consequência, e não estou tão preocupado com ela por enquanto.
Esses dias li algo interessante sobre esse lance de romances no blog de uma amiga, percebi que ela buscava o mesmo que eu, coincidência, torço por ela, pois entendo o que é querer uma coisa mais consistente, longe das brincadeiras de criança, que tem sido grande parte dos relacionamentos atuais, tudo parece uma grande brincadeira... Eu quero seriedade, que não seja namoro, então que me dê importância e me leve a sério como eu costumo levar todo mundo a sério.
Pelo incrível que pareça, talvez essa seja a única reclamação que eu tenha, não tenho pensado muito sobre essas coisas, desde que me livrei de alguns sentimentos ruins, estou cada vez melhor...

"Já sei olhar o rio por onde a vida passa...
Sem me precipit
ar e nem perder a hora...
Escuto no silêncio que há em mim e basta...
Outro tempo começou, pra mim agora."

Eu tenho buscado músicas com letras bonitas sobre amores, desamores e esperas por amores... Perguntaram-me sobre paixão e não, isso não tem nada a ver com paixão, não há ninguém nesse meu coração e inclusive sinto ele vazio. Ontem, quarta-feira, pensei ter sentido aquela alegria por ver alguém, mas como foi muito rápido, eu não sei do que se tratava... Então está tudo bem.

Mas eu sei, meu segredo, quero entrar no coração de alguém, e colocar esta pessoa pra dentro do meu também.

"E se amanhã não for nada disso,
Caberá só a mim esquecer...
E eu vou sobreviver."

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Tudo novo, de novo

Incredible...
Este final de semana, diferente de todas as expectativas que eu tinha sobre,  serviço sexta, valendo alguma coisa, mas serviço, eu tinha feito minha mente e decidido desde a metade da semana que iria ver aquela pessoa que tem me divertido tanto via msn durante esse período em que estive mal, ela me desvirtuou totalmente daquela pessoa que me prendia os sentimentos, foi incrível e eu nem estava para o que aconteceu, realmente queria só me afastar dessa cidade pequena onde eu tinha certeza que se eu fosse sair de casa para alguma atividade, iria encontrar o que não queria. Enfim, ficar 4 dias incomunicável não foi tão ruim, senti falta de poder conversar um pouco e rir com as coisas que ela fala e que alguns outros falam, mas tudo bem, ainda assim foi válido... Eu me sinto diferente nos últimos dias, desde que comecei a melhorar, quando comecei a matar tudo que é sentimento que começa a surgir em mim apenas pra não sentir nada e conseguir deixar ela pra lá, como ela mesma me deixou pra lá tão rápido, 1 ano para 2 meses, incrível.
Mais incrível ainda foi como esse fim de semana me libertou totalmente disso, nunca imaginei que uma situação tão simples me mostraria que as coisas continuam, pra mim, assim como já continuaram pra ela, que se recuperou bem antes.
Só tenho a agradecer a essa grande amiga a essa "esposinha", que sem ter noçao nenhuma me apoiou inconscientemente.
Eu tenho coisas escritas, que escrevi pra ela, mas que talvez nunca mande, segurança for the win.
Me lembro do sábado de manhã, quando quase perdi o horário do ônibus na rodoviária, viajar mais de 100km pra ver ela, aquele frio na barriga ao longo que as placas me mostravam que eu estava mais perto, a ansiedade para descer do ônibus quando o mesmo parou na estação rodoviária e a vi sentada em um banco aguardando pacientemente por mim... A felicidade e paz de vê-la, as memórias deixadas em 4º ou 5º plano, tudo o que me afligia esquecido com um simples abraço... Ou com aquele primeiro beijo roubado que ela me deu, cujo eu menos esperava... Tudo isso me ajudaram a ver que as coisas continuam... Eu pensei que poderia me abalar quando visse que algo antigo poderia ser apagado, mas foi... Então, sem receio ou sequer sentimento algum, consegui apagar o que estava comigo, também. E agora, pronto pra fazer "tudo novo, de novo".

sábado, 31 de outubro de 2009

Blinded self destroyed

Cara, péssima a maneira a qual eu me desvirtuei nos últimos dias, eu relaxei, me deixei levar pelos momentos e não tava sequer percebendo as coisas acontecendo ao redor da minha vida. Fui deixando, deixando e quando vo começou a desmoronar o que se acumulou e eu, culpando as circunstâncias, levei pouco tempo dessa vez pra perceber de quem era a culpa. Agora, precisando reparar um pouco isso, preciso engolir algumas coisas e pensar na melhor maneira de expressar tudo o que entendi e percebi, pra não perder de vez algo que eu realmente prezo, e, se perder, embora preparado para um fim, é óbvio que eu fiquei de certa forma bem abatido pela situação, embora tivesse fingido ser mais forte. Tem algo errado, não posso deixar assim, sem lutar, nem parece eu.
Depois, que eu faça minha investida e mesmo assim não resolva, estarei de consciência limpa em deixar ir e, ficarei quem sabe menos mal com tudo isso... Não posso é, deixar ir e me arrepender de não ter lutado, desde quando eu me entrego assim?
Não sem combate!
Ok, pode ser que eu seja errado em lutar agora, afinal demorei 2 dias pra me ligar bem, na hora eu estava tentando ser compreensivo, e fui um merda. E sim, me culpo por isto.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Self Help



Queria que as coisas fossem bem mais simples de serem resolvidas, mas parece que tudo em que eu encosto, tende a se complicar, e sempre de uma maneira mais difícil de ser solucionada. Às vezes, quase que diariamente quando paro e me lembro das coisas que faço, fiz e que talvez farei, começo a pensar nas consequências que elas trazem, trouxeram ou talvez possam trazer, e sempre, unanimemente a causa de alguma coisa, tem a ver com alguma das minhas ações. Eu tenho sempre, agir da melhor maneira possível pra que eu possa no minimo tentar prevenir isso, uma vez que feito, pra mim, fica muito complicado de melhorar.
Eu quero tanta coisa, nesse momento, algumas, tenho algumas... E o que tenho, temo perder o que não tenho, temo ganhar, treino a coragem diariamente para que eu consiga fazer as coisas as quais eu quero, ou preciso, embora todos sejamos agraciados por alguma coisa que nos dá mais energia, mais vontade, tem aqueles dias em que isso não é suficiente, e quando se é a energia de alguém, é decepcionante quando percebemos que não somos o suficiente, que estamos tentando errado, que nossos esforços não estão indo bem como o planejado... Parar de planejar, também não é uma solução viável, se jogar ao desconhecido é complicado e arriscado... Algo difícil demais para se fazer assim, de qualquer maneira.
Eu, como mais ninguém sou o mestre na arte de atirar no próprio pé. Tomar certas ações, fazer certas coisas, planejando ou não, sem certeza nenhuma de êxito e, sempre ter aquela ponta do fracasso, do tiro no pé. Pelo que já nem me importo muito, apenas tento "amenizar efeitos" tanto em mim, como nas pessoas que me cercam, se envolver comigo, em qualquer espécie de relacionamento é arriscado, a pessoa recebe mais uma grande variante de coisas boas e ruins que possa lhe acontecer, e eu sempre trago para as pessoas um pouquinho de azar, falta de sorte, trago alguns problemas para a pessoa.
Acredito que está em cada um, fazer o melhor possível com o seu tempo, uma vez que não nos é possível ganhá-lo, tempo apenas perdemos e então se parar e pensar dessa maneira, tudo é uma perda de tempo. Então, cabe a nós perdê-lo da melhor forma possivel.

Todas as vidas são feitas de momentos, e o certo ou errado é apenas uma questão de ponto de vista.

Logo, vejo que as pessoas fazem uns conceitos diferentes de certo ou errado, o que pode ser errado pra você, pode ser certo pra mim, naquele momento. O que fazer quando parecemos nos importar demais com essa situação sem nem antes refletir nesse momento em que nos encontramos, deixamos muita, muita coisa passar em branco pela nossa cabeça, seja por desinteresse ou por pura falta de atenção.

Você quer mesmo esquecer? Que triste, enquanto realmente quiser, não vai conseguir.

E quantas outras vezes vamos tentar deixar algumas coisas para trás, pensando que elas não existem mais para nos confortarmos e realmente esquecermos delas? Eu sei que enquanto tento, não consigo e me culpo por ter certos sentimentos, me culpo por mantê-los vivos de alguma maneira e talvez, quem sabe, conscientemente... Eu digo que quero, sei que quero mas meu subconsciente diz não. Não esquecer não seria tão ruim, se cada coisa dessas não me perturbasse de alguma outra forma, me fazendo pensar se realmente deveria fazer as coisas que faço, porque, por bem ou por mal eu acabo sempre afetando as vidas que me cercam, e este efeito, acaba sempre, gerando algo ruim. Talvez por isso que por aquele período eu me mantive afastado de tudo e todos, ainda não entendo bem porque agora sou tão sociável e adiciono tantas pessoas à minha vida, fazendo ainda mais estragos às que deixo se envolverem comigo.

Quando se tem muitas desculpas e muita coisa para se desculpar, se contradizer é fácil, e perigoso.

Por que será que é tão difícil para algumas pessoas aceitar os fatos ou aceitar suas limitações, ou se conformarem com o que tem, ou gostarem do que tem? Ter ambições é natural do ser humano, mas, nem digo tanto por bens materiais, mas para a realização pessoal e de caráter, desejar coisas que mal pode alcançar e que para alcançar terá de afetar por mal a vida de tantas outras pessoas, eu prego a filosofia do 'viva o que puder e do melhor jeito possível' mas me tira o sono pensar que minhas realizações podem somewhat afetar as vidas de outras pessoas, usurpando as suas.

Por que fazer tantas perguntas, e se preocupar tanto?

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

See this for first

Acho que talvez tenha adiado um pouco demais este post, mesmo assim ainda não pretendo falar do inevitável... Por que ele, eu evitei por algum tempo, mas enfim, parece que eu nunca tenho o controle de nada, e quando tenho ele é facilmente tomado de mim, já nem me preocupo mais, mas no fundo, eu queria ter o controle de tudo... Talvez eu não quisesse saber que mais uma vez perdi para as circunstâncias e perceber que eu realmente não posso tomar conta de nada.
Todos procuramos por alguma crença, alguma coisa que nos ancore neste mundo em que vivemos, nos dê algum sentido, nos faça algum sentido, mesmo que seja sentido algum. Por isso as pessoas se prendem a religiões, crenças e atitudes, eu sempre achei que a religião era algo pra quem tivesse realmente medo da morte. Mas não sou nenhum descrente, acredito em coincidência, inevitável, hora certa... Coisas desse tipo, que mascaram que talvez no fundo eu acredite em 'destino', porque o que é o 'destino' senão algo coincidentemente inevitável que aconteceu na hora em que tinha que acontecer, conosco? Às vezes me passa a cabeça de que eu realmente acredite em 'destino'.
Liberdade, ó liberdade. Poucos a tem de verdade, poucos sabem respeitar a do próximo. Todos temos nossas medidas, e é fácil, muito fácil, me perder para a minha liberdade... Eu gosto de ser livre, mas tem uma medida, até hoje, apenas uma pessoa soube lidar perfeitamente com essa medida e não me perdeu, e sim eu a perdi, de várias maneiras... Enfim, eu realmente amo minha liberdade, por isso evito coisas erradas que possam fazê-la custo. Eu preciso me sentir livre...
A minha medida de liberdade é: Nunca me deixe livre demais para que eu possa me sentir sozinho e abandonado e perceber que não faz falta alguma, pois assim eu vou embora atrás de alguma segurança.
Mas nunca me prenda a ponto de eu me sentir sufocado, pois minha reação natural é ir embora, em busca da minha liberdade... Talvez por isso seja tão difícil que eu me acerte com alguém, ninguém sabe destes detalhes e também não sabem lidar da maneira certa com as minhas necessidades de ter a minha cordinha.
É algo a se pensar, é algo a se entender... Nem sempre as coisas podem ser da maneira que se quer, em qualquer âmbito.
Só quero que apareça outra pessoa que saiba me prender em minha liberdade e realmente me prenda naquilo, não sou muito fácil de 'domar'.
A cada dia que passa percebo cada vez mais coisas que dão sentido a minha velha questão de viver ou não viver, coisas boas e ruins, são os motivos do 'Por que viver?' e do 'Por que não viver?'
Não consegui acertar bem a balança e o Zo.' ajuda... 'E o resto permanece sem nome, pois funciona como um encanto em mim.'

Meus vícios, ah, meus vícios... Todos temos, quero novos, enjoei dos atuais...

sábado, 15 de agosto de 2009

All for this?

Eu não sei bem, como eu posso descrever ou classificar como as coisas estão comigo neste momento, é um pouco difícil, sei que todos nós vivemos de 'fases', e na atual, o cenário não é dos melhores... E eu paro e tento entender, é um pouco complicado. Na verdade, não tenho andado muito bem ultimamente, normalmente eu sou confuso e tenho a mente bem bagunçada, mas agora, está tudo bem mais confuso e bem mais bagunçado. Nem eu sei ao certo como estou, só sei que posso melhorar de alguma maneira, tenho tido alguns pensamentos estranhos, sonhos estranhos - dos mais diversos, mas nem me preocupo com isso, são tantas as incertezas dessa minha vidinha, e as poucas certezas que tenho, têm cada vez mais se tornado mais uma incerteza e motivo de receio e eu só quero, de alguma forma ficar em paz, mas não sei como chegar nisso, não sei como chegar à raíz do problema, meus pensamentos têm se tornado meio perigosos ultimamente, e até mesmo eu, que estava acostumado com eles, fico com um pouco de medo deles. Não gosto de pensar no futuro, pois ele sempre me amedronta, não consigo me imaginar num futuro mais distante do que 6 meses, é o máximo que chego sem ter medo do que me aguarda e querer não chegar lá.
Eu não sei, as coisas estão tão complicadas, e eu não sei como resolver. Tenho medo por mim, e por quem eu prezo e não gostaria de magoar ou fazer sofrer de nenhuma maneira, mas, até nisso fico com medo. Posso estar fazendo tudo errado, mas realmente, algumas coisas eu não quero fazer, e não quero que aconteçam, não me sinto apto a fazer parte delas, enquanto esses mesmos pensamentos confusos e bagunçados estiverem aqui comigo... Nisso, apelei pra algo que eu pensei nunca mais precisar, enfim, não adiantou de nada, agora fico com mais dúvidas ainda quanto ás minhas vontades, mas defini ideais e defini algumas coisas que nesse momento não podem acontecer. That's all for it.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Don't let it go

Eu sempre tento entender, como as coisas na minha vida tomam alguns rumos diferentes do que eu espero... Mas, percebo que não é apenas comigo, todo mundo passa por coisas assim. Ultimamente tive várias conversas desse tipo, principalmente mediante ao assunto "outras vidas" ou "vida após a morte"... Eu sempre tenho a mesma resposta para esses assuntos, mas gosto muito de ver as respostas alheias... Geralmente são interessantes em alguns pontos e acrescentam algo a toda essa minha filosofia. Sempre me pergunto até onde nossas insatisfações vão durar, uma vida é o suficiente para cada ser, embora nunca se seja feliz o suficiente, nem infeliz o suficiente. Mas acredito que a morte seja simplesmente o fim, eu acredito por querer, realmente que seja assim... Não suportaria a ideia de ter que passar por outra nova vida. É complicado para mim pensar nisso.
Quando algumas coisas, boas ou ruins nos acontece, geralmente nos perguntamos qual a razao, o porque acontece, por que fica assim, mas as coisas, nunca são como deveriam ser, apenas são como são... Quantas vezes ouvimos falar: Ah, foi assim por que tinha que ser, aconteceu porque tinha que acontecer... As coisas não teriam que acontecer porque deveriam acontecer, essa falta de controle da situação mediante ao nosso próprio destino me assusta, eu sempre me pergunto até onde a situação está nas minhas mãos... Eu vejo que as coisas fogem do controle quando elas não dependem unica e puramente de mim, quando há ações de terceiros, a probabilidade e o jogo, mudam... Então me pergunto: Em que momento, eu perdi o controle da situação a tal ponto de me confundir entre meus próprios medos?
Eu nunca tenho essa resposta, mas acho que fazermos perguntas sem respostas a nós mesmos é algo muito comum entre os seres humanos... É algo comum, e eu como mero humano não sou diferente disto, não sou diferente de nada.
Por isso tenho tanto medo de tantas coisas, sou tão maduro para algumas, tão imaturo para outras, nunca vou estar completamente preparado para o que vem pela frente... É tão mais fácil quando se é criança, que se vive apenas naquele mundo fechado conhecido como nosso lar, alguns bons, alguns ruins... Outros medianos. Eu não sei ao certo como foi o meu, mas, enfim, agora levo a vida de outra maneira, espero em breve poder mudar tudo, mudanças são necessárias, mas apesar de eu ser impulsivo, algumas coisas eu apenas faço quando bem planejadas... E eu já tenho decepcionado muito a mim mesmo nos últimos tempos para tomar qualquer outra ação impensada para me prejudicar.
Não gosto de ver, como as coisas a minha volta ficam estranhas e tensas algumas vezes, embora eu até tente, não depende só de mim que tudo volte mais ou menos pro lugar...
E, às vezes é por culpa minha, eu causo problemas às pessoas... Isso é um mal, que todos os que se aproximam de mim, têm de suportar.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Férias... Toda essa osciosidade me deixa um pouco incomodado, estou acostumado com toda a agitação, com o pouco tempo que tenho e pro grande volume de tarefas, mas agora, hora de descansar, e é bem o que estou fazendo, em partes.
Eu entendo muito pouco de mim mesmo, e menos ainda dos outros, mas, ainda acho que entendo mais dos outros, do que eu mesmo. Eu sou meio confuso, quando preciso pensar sobre mim. Às vezes, as ações alheias, pequenos gestos, podem me deixar lá no alto, como podem me encher de receios e deixar com um pouco de medo das coisas. Houve gestos, que me deixaram lá encima, imaginando possibilidades e interpretações, mas eu tenho medo, quando aos pouquinhos, sutil e levemente começam a me tirar essas demonstrações, são coisas que eu consulto periodicamente, por que, eu me sinto bem ao ver... Eu não gosto de falar, não gosto de pedir, só faço esperar, fico observando se algo satisfatório a minha insegurança infantil aparece, o que, às vezes, não aparece, eu fico incerto, embora não deixe de acreditar. É algo bem pessoal, mas, o medo permanece.
Algumas coisas que fazemos, e falamos, ou sequer pensamos, tendem a chatear as outras pessoas, normalmente as que mais gostam, mais se importam conosco... Eu sou um, que tenho várias coisas das quais não gosto que falem, pois me chateiam, seja por experiência própria, ou por não querer que tais coisas se tornem realidade. Quantas vezes, eu mesmo já disse algo que tenha feito alguém se chatear, dado várias interpretações errôneas sobre o que eu disse?
Eu não sei, mas deve acontecer direto, eu não sou bom em medir palavras e meus pensamentos, tão pouco saudáveis.
O que eu sempre espero, é o melhor possível. Tanto de mim, quanto dos outros, minhas ações nem sempre são as melhores, mas as intenções, estas sim, eu não penso mal... Eu só não penso.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Thinking of it

Normalmente, eu paro para pensar um pouquinho no meu canto, desligo as luzes, deito na minha cama e fecho os olhos, talvez pra confirmar a escuridão, e fico por ali em meio aos meus pensamentos, alguns bons, outros ruins, nem todos podem ser bons, mas eu convivo com todos há um bom tempo, já. Então, é fácil parar para às vezes inútilmente tentar fazer alguma associação dos meus pensamentos com alguma outra coisa, por que às vezes eu acabo por ser muito injusto comigo mesmo, acabo parando mais algum outro pensamento, plano, apenas por que ele teve em algum outro momento uma divagação contrária à ideia inicial. Essa dissociação das minhas ideias, é algo que me deixa sempre tão confuso, que é como se eu simplesmente não soubesse para onde ir, eu tenho medo das minhas certezas, medo das minhas incertezas, me parece bem digno ter esperanças, sonhos e incluir outra pessoa neles, embora eu mesmo já tenha dito o contrário em algum outro momento, eu estou sempre me modificando de alguma maneira, chego onde eu quero, ou não... Eu tento, ser a pessoa ideal, quem sabe, pra quem é ideal pra mim, aqui dentro do meu coração e dos meus pensamentos... Embora às vezes eu mesmo acabe me sentindo fora disso, como se em algum lugar eu estivesse fazendo as coisas da maneira errada, estar fazendo diferente da maneira que poderia fazer com que as coisas pelo menos chegassem bem perto de um entendimento mútuo. Eu sou o maior colaborador à reciprocidade, e acredito que sempre, para que você tenha alguma coisa, você precise dar outra em troca, e se recebe algo, seja suficientemente consciente a ponto de passar adiante o que recebe, devolver de bom coração e sentimento, tudo o que lhe é dado, desde um 'bom dia', até um beijo da pessoa quem você ama, é tão bom poder retribuir com outro beijo amoroso e assim fazer com que as coisas naquele momento sejam as mais perfeitas possíveis.
Eu me espantava com algum dos meus pensamentos mais realistas, ou os mais sonhadores e fantasiosos, pois tenho ambos até o momento em que alguma coisa muda dentro de mim, e este catalizador para as minhas esperanças, sonhos e planejamentos aparece, faz com que tudo seja, de alguma forma muito mais bonito neste mundo tão... Sei lá. Eu tenho medo das coisas que eu posso dizer, pois eu não gostaria de ser responsável por algum mal entendido que trouxesse tristeza, pesar. Como um portador de boas notícias, queria que minhas palavras fossem doces como o mel, bonitas como as rosas, suaves como um belo lenço de seda, queria que todas as minhas palavras soassem como melodia ante aos ouvidos do interlocutor alvo delas, ou melhor, aos ouvidos da pessoa a quem eu amo neste momento. Por que às vezes parece que eu estou fazendo diferente disso? Eu tenho medo de ferir e novamente perder a pessoa que eu amo.
Eu tenho medo de tanta coisa, para ser bem sincero... O futuro me assusta, agora, o fato de eu pensar nele de uma maneira diferente por a ter em minha vida, faz com que grande parte dos meus medos relacionados ao futuro desapareçam, mas ainda assim, possuo alguns...

Você já parou pra pensar no quê te causa medo?

Algumas pessoas associam certas ações aos seus medos, mas, ao meu ver, ações por medo são bem comuns em animais, que atacam quando se sentem ameaçados. Varia muito de pessoa para pessoa, o que ela faz quando está com medo, algumas se afastam, algumas escondem eles em segredos bem protegidos, algumas desabafam... Tudo depende, mas às vezes tudo se torna apenas um grande mal entendido. Já vi gente dizer uma coisa, mas nunca fazer isto que diz, o que deseja e tem vontade, por medo.

Por que eu me importaria tanto com os meus pensamentos, quando nem ao menos eu posso me importar com os dos outros, por simplesmente não me deixarem fazê-lo?

Eu queria que todas as minhas confusões fossem embora, e queria poder entender bem e com clareza, todos os sentimentos existentes nas pessoas que me cercam, mas eu sinto como se eu estivesse em um lugar, e cada pessoa isolada em uma ilha, e a ponte de palavras, dos seus pensamentos mais profundos simplesmente não existe, por falta de comunicação.

Quero poder entender a mim mesmo algum momento, pra saber exatamente o que dizer às pessoas, à ela, pra expressar exatamente tudo o que eu sinto, uma das minhas esperanças, é essa.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

The world is not that difficult

Preparando um pouquinho o que eu ia escrever nessa madrugada, li mais um post maravilhoso da minha melhor amiga, Jé, e parei para refletir um pouco sobre as fases e mudanças que acontecem na nossa vida, acho que talvez a parte mais tempestuosa pra mim seja a mudança de pensamento, que se tornou bem mais frequente do que nos meus tempos de adolescente, onde eu era bem menos inconstante, responsável, flexível e confiável. Hoje em dia, esssa tal flexibilidade me causa algumas contradições internas, então, constantemente eu tenho que parar e pensar em cada uma das minhas hipóteses... Embora pareça o contrário, me tornei mais impulsivo, inconsequente e menos, bem menos calculista. Isso em determinados momentos é bom, tem me servido bem... E mal, minhas decisões impulsivas se tornaram cada vez mais comuns e estas são as que mais me prejudicam a curto e longo prazo... Eu ainda insisto em sonhar, ainda insisto em traçar planos para todos meus prazos... Eu li aquele post e pensei: Céus, estou aqui há 20 anos já... E quanta coisa boa e ruim já vivi? Eu penso se realmente vivi, quando vejo que há pessoas da minha idade com um caminho traçado de maneira totalmente diferente... Situações diferentes, mesma época, condições justas, acredito, me sinto um pouco melhor ao perceber que com a gama de estímulos e exemplos, eu não tenha me tornado um drogado, bandido, etc. Alcoólatra e pseudopedófilo nem conta, tenho meu trabalho, minhas responsabilidades e total consciência dos meus atos. Hoje, em especial eu fiquei pensando no que me tornei, no que estou fazendo... Estou acordado às 3 da manhã, armado, cuidando instalações de uma instituição... Enfim, isso paga minhas necessidades, um 'homem' tem que se virar...
Eu paro e penso como estarei daqui há 10 anos, minha força de vontade está defasada, eu fico desanimado com o que isso pode me acarretar. Ainda tenho tanto tempo pela frente, eu não acho que tenha vivido o bastante, e talvez nem queira, me assusta pensar no quanto posso viver, quero poder cumprir meus objetivos primários, básicos, pra tentar ao menos me tornar realizado nessa vida.
Eu me lembro daquela época em que tudo pra mim parecia tão difícil, quando eu esbarrava nas minhas limitações, e as dava razão. Tá, as coisas ainda são um pouco difíceis, mas aprendi a lidar um pouco mais com minhas limitações, tanto em como aceitá-las, quanto em como vencê-las, meu amadurecimento precoce, me tornara uma pessoa rígida de conceitos falhos, coisa que, aos poucos, ao libertar mais meu lado infantil que eu havia aprisionado, pude temperar um pouco dessa personalidade que nem de longe está completa e que ainda atrai e afasta pessoas, não conseguimos agradar a gregos e troianos... Eu imagino, quanto tempo essas mudanças durarão, e por quanto tempo ainda serei capaz de mudar, me transformar, espero que por bastante tempo, para não estacionar no ponto onde torne meus medos realidade, aí sim, posso completar meu complicado objetivo de dar sentido à minha existência mundana.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

The Hardest Part I

Não sei ao certo descrever meu momento atual, é uma mistura de emoções e sentimentos internos, uma mistura de pensamentos, que se envolvem na minha habitual confusão... Algumas certezas, muitas incertezas, no final, tudo tão incerto como o dia de amanhã... O bom é que eu tenho levado com sabedoria cada um desses estranhos dias que agora são presentes na minha vida, dias esses que apesar de estranhos, estão dando cor ao que antes era apenas o cinzento da minha melancolia. Ok, não tenho muito o que reclamar dessa vez, parece que tudo tem ido bem demais, apesar de eu mesmo estar meio relapso com as minhas coisas mais 'necessárias'... O fato de eu simplesmente ter desistido de um curso que eu queria ter feito ano passado, e agora perceber o quão rápido está passando o tempo, que no final das contas não era tão ruim assim, e perceber também que as coisas que me falam, as condenações têm algum fundamento e que realmente não passo de um fracote medroso que resolveu não levar adiante algo e na sua cabeça sustenta a ideia de que apenas perdeu o interesse... Eu vejo que a cada dia vários pensamentos mudam, outros deixam de existir, outros se transformam, e em meio a tudo isso eu tenho tentado me manter são, embora eu esteja feliz, por alguma razão em algum momento me passou pensamento que não deveria estar aqui, está ok, eu sei que foi por algo que vi há pouco tempo, me trouxe memórias, lembranças que, apesar de eu querer esquecer voltaram e me deram um pouco daquele pensamento idiota o qual eu renego há 2 anos. E junto com tudo isso eu tento levar as coisas todas numa boa, tentando ser a pessoa certa pra quem eu gosto, a pessoa certa pra mim mesmo... Eu estou me esforçando pra melhorar e voltar a ser como eu era há poucos meses atrás, eu tenho andado muito estranho, sofri uma mudança que eu não consigo reverter, uma mudança que eu não queria ter sofrido... Ela agora não me perturba, mas a longo prazo vai acabar talvez afastando as pessoas que eu gosto... Enfim, memória ruim sobre como eu mesmo fui até... Março? Pois é... Preciso voltar.

domingo, 24 de maio de 2009

Never noticed how beautiful it is


Estive um tanto estranho nesses últimos dias, o que tem feito com que eu veja as coisas de um ponto de vista talvez um pouco mais otimista, e incrivelmente comecei a ver mais beleza nas coisas do que antes, sempre, nas coisas simples. Ando sem muita motivação para vir pra casa, na verdade, totalmente sem vontade, então qualquer prazer me diverte desde que eu não tenha que vir pra minha casa. E ainda, com muitos motivos para querer ficar pela rua mesmo, este é o momento em que eu estou melhor do que já estive nesses últimos 3 anos, é tão bom ver algumas coisas começarem a dar certo, e que apesar dos pesares, não há muito do que se reclamar, e nem todo o problema parece ser tão grande assim, indiferença for life.
Quero pensar que a cada dia o destino muda, como uma simples questão de probabilidades que giram em torno de um único dia, vendo que qualquer coisa serviria, tanto faz. Passando por tantas coisas ultimamente, que fica meio difícil ter real noção das coisas que me cercam, mas anteontem, estava um dia tão bonito que eu resolvi que não iria em casa... O dia estava bonito demais para querer ir pra casa. Então, fiquei pela rua, passeando e fotografando coisas, do céu al chão, vi várias coisas. Constatei que há uma quantidade absurda de gatos morando no Parque Farroupilha, e que eles, por incrível que pareça não tem medo nenhum dos humanos, me aproximei deles e tirei foto de grande parte dos que eu vi. Mas um em especial me chamou a atenção:


Este fugia, e em determinado momento, parou, fez a volta no banco e ficou parado, como se estivesse desde o começo procurando um cenário...



Esta foi a que mais gostei, foi a que me lembrou que eu estando bem ou mal, esta paisagem sempre esteve aqui, indiferente disso, sempre bonita assim... E que nada pode abalar ela com um simples sentimento e percebi que pra que eu continue bem, basta eu continuar fazendo as coisas da maneira que estou, tudo está bem.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Brand New World

Depois de bastante tempo sem postar (desde meu aniversário para ser bem mais específico) houve uma certa 'revolução' interna, reciclagem de ideias, pensamentos e princípios e mudança de alguns pensamentos, totalmente diferentes de como estava na ocasião do último post, onde as coisas me pareciam demasiado diferentes e me faziam sentir coisas ruins, e fazer coisas ruins... Enfim, mudei, essa mudança, revolução já estava há tempos querendo acontecer... Comecei a acordar cada dia com uma sensação diferente... Até o momento em que misteriosamente deixei de sentir essas coisas ruins, parei de me condenar, de me torturar por a amar, continuei e continuo com ela em meu coração, mas agora, estou de certa forma mais tranquilo espiritualmente para aceitar o fato de que ela nunca será minha e de que ser amigo dela é a única maneira de deixar de amá-la sem sofrimento excessivo... Sei que, de algumas semanas pra cá, comecei a ficar indiferente a tudo e consequentemente nada mais me incomoda, nada mais me chateia... Aprendi a apreciar os dias com olhos de quem apenas tem que esperar que eles passem, não importa como, seja em um lindo dia ensolarado, seja em um triste dia chuvoso... Tanto faz... Essa acabou se tornando minha nova filosifia, por algum motivo, a filosofia do 'tanto faz'... É incrível como toda aquela dor da existência e preocupações mundanas misteriosamente estão de lado e não parecem conseguir me alcançar, enquanto eu tiver a fortaleza da indiferença... Em compensação, não parece que alguma coisa possa me atingir o suficiente para mudar minha expressão de despreocupação e meu sentimento de reclusão, estou satisfeito por quase não sentir nada e nem mesmo a solidão, a minha fiel companheira tem conseguido me abater... Assim vou levando meus dias, tanto faz...

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Happy Fucking Birthday Pt. I

Final de feriadão, Páscoa e meu aniversário... Este foi de longe o feriadão mais inútil de toda minha vida, o domingo foi algo. Eu acordei com aquela velha depressão de aniversário... Odeio fazer aniversário, estou ficando velho demais. Então saí para ver o que havia fora do meu quarto esperando por mim, constatei que não tinha ninguém em casa, por alguma razão eu fora abandonado, pra variar. Então entrei no Ragnarok, liguei minhas músicas romantico-depressivas da Adriana Calcanhoto e fiquei esperando que alguma coisa enfim acontecesse, acho que apartir daí eu pensava que era melhor ficar em casa, já que na rua não estaria tão bom assim, o que matou meu ânimo para sair, ânimo este que eu já não tinha muito... Achei que o quarto dos meus pais estaria fechado, para minha surpresa estava aberto... Eu saí depois de alguma briga, tendo em mente apenas espairecer um pouco, já que a lembrança de que queria passar este aniversário com uma pessoa insistia em me assombrar... Resolvi beber... E nunca bebi tanto, cheguei em casa e lavei a alma... E o chão do meu quarto.... Eu tinha muita coisa pra escrever aqui, segunda. Já são 10 minutos pra Quinta-Feira e isso não faz mais diferença, que triste.